Data Scientists não escalam!

Esse artigo da HBR que fala que a linguagem natural é a última fronteira para escalar de fato o que eles denominam como data science, e também mostram que os cientistas de dados ‘manuais’  existem em um arranjo de trabalho que simplesmente não tem escalabilidade.

Para jogar um pouco de lenha na fogueira em relação ao haterismo (aqui, aqui, aqui, e aqui) que vem tomando conta da comunidade de analytics/data mining/data science sobre as ferramentas de análise baseadas em GUI e os novos Work Horses em analytics como Amazon, Google e Microsoft.

Muito do que foi colocado no artigo tem muito a ver com o antigo, porém excelente artigo da Continental Airlines em que usando a extensão do trabalho do Richard Hackathorn coloca os tipos de latência no contexto de decisão-ação:

Action-Latency

Tudo começa com o evento de negócios que pode ser uma venda, uma transação qualquer que tenha valor monetário para a companhia em questão. A contar do evento de negócios, tem início a latência de dados que nada mais é do que o tempo requirido para capturar, transformar, higienizar o dado de algum sistema transacional e armazenar no DW, com isso tem-se o segundo ponto na linha do tempo de ação que é o dado armazenado.

Com o dado armazenado inicia-se a latência de análise que é o tempo utilizado para analisar e disseminar os resultados da análise para as pessoas apropriadas, e no fim desse processo tem-se o que é chamado de informação entregue. Após a informação chegar para as pessoas corretas inicia-se a latência de decisão que é o tempo para que o agente decisor entenda o contexto e a situação, faça um plano de ação e inicie o conjunto de tarefas listadas no plano.

Dentro do atual cenário em que temos o problema de armazenamento de dados quase que resolvido pelas novas tecnologias, pode ser dito que o problema de latência de dados está definitivamente resolvido  (e pode ser escalado com dinheiro), com isso resta a latência de análise e decisão.

Muito do que é apresentado como Data Science não está diretamente relacionado a questões de negócios em que grande parte das vezes o tempo é a variável mais determinante. Isso é, o eixo X do gráfico é extremamente reduzido.

Com isso, muito do que é feito é uma solução ótima para um problema que muitas das vezes já era para estar resolvido ou pior: a solução foi tão demorada que a organização perdeu o timing para a solução do problema. Isso pode significar desde uma oportunidade perdida (e.g. custo de oportunidade) até mesmo milhões de reais/dólares (e.g. perda de receita que poderia ser garantida usando o ativo de inteligência de dados).

E é nesse ponto que vamos chegar: Em grande parte das corporações não é necessária a solução perfeita; mas sim a solução que atenda uma questão de negócios dentro de um limite de tempo pré-estabelecido; e é nesse contexto que as soluções das suítes de Data Mining e ferramentas GUI vem a solucionar, ou ajudar na solução desse problema.

Além do mais, como a Julia Evans colocou, muitas as vezes o entendimento do problema é tão ou mais importante que a solução em si.

Dessa forma, dentro desse cenário a reportagem da HBR está correta: Cientistas de Dados não escalam por dois motivos (i) apesar da inteligência ser escalável, o agente humano (peça cognitiva no processo) não escala (não em termos industriais como o artigo coloca), e (ii) as soluções estão restritas a um intervalo de tempo finito e curto.

 

 

Data Scientists não escalam!

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