Quando a análise não é a resposta

Esse é um tópico bem antigo, e que desperta o que há de pior na Tecnologia da Informação como um todo que é quando ao invés de prover soluções a Tecnologia da Informação se torna amplificadora de problemas.

Esse post poderia falar de como a TI apesar de facilitar os processos empresariais vem se tornando aos poucos o “gargalo” de muitas organizações, mas por questão de escopo falaremos especificamente de mineração de dados.

Neste artigo do Will Dwinnell ele coloca uma reflexão de como algumas vezes a análise em si não é a resposta para o negócio, e que sobretudo a linha de raciocínio a priori na implementação de um projeto de mineração de dados tem como definição principal o estudo de  quando aplicar determinada técnica de maneira sensata, seja em sua parte ou em todo.

O ponto principal aqui é a) se os mineradores de dados estão aplicando as suas técnicas em contextos atraentes, e o mais importante, b) se estão gerando retorno sobre o que foi investido.

Em muitos materiais na internet, e nos livros nacionais, há um apelo que a mineração de dados é o Santo Graal das corporações ou para os computeiros a Bala de Prata.

Se você está pensando como esses acadêmicos e demais “especialistas” de mercado, o seu projeto de mineração de dados está fadado a ganhar um mármore no cemitério de projetos (que ganhará uma sessão especial aqui no site) e provavelmente você já engordou a conta bancária de algum Sales Engineering (Leia: Vendedor) através de comissionamentos, e a empresa provedora do software de análise já estourou o champagne  por manter mais um “cliente” em sua estrutura de aprosionamento.

A bem da verdade, no contexto nacional é razoável dizer que hoje grande parte dos problemas em análise de dados, data mining, e data warehousing são gerados por falta de analise junto à TI; e os motivos são bem específicos a) ausência de comunicação entre canais de TI e Business, b) clientes que não sabem o que querem, c) managers que possuem limitações em gestão de projetos e escalabilidade, e d) o péssimo uso do tempo pelos nossos managers e times de TI/análise de dados.

Todos hoje querem as ferramentas da moda, consolidar grandes bases de dados, e ter vocabulário para que em treinamentos de TI utilizar palavras-gatilho como Big Data, Business Intelligence, Data Mining, Performance Tunning e afins; entretanto, estes esquecem que se a melhor decisão for uma planilha excel com dois gráficos de barra e uma regressão linear simples todo aquele investimento(leia-se: elefante branco) não adiantou nada, pois o fator determinante de todo processo decisório sempre será os 3 aspectos básicos da inteligência  humana que são a cognição, memória e raciocínio O resto é jogo de palavras gatilho e enganação.

A lição desse post do Data Miners é que sempre qualquer idéia de implementação de mineração de dados deve ser avaliado e questionado, e mais que isso o analista de mineração de dados aprenda a avaliar o domínio e a aplicação de cada uma das técnicas; pois, caso contrário, irá continuar engordando o comissionamento e os bônus dos vendedores de ferramentas.

 

 

Quando a análise não é a resposta

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